| |
PROTETOR SOLAR PARA LAVOURAS

| Assim como as pessoas causam danos à pele por exposição ao sol, frutas e vegetais também podem sofrer graves queimaduras. E é por isso que muitos agricultores estão aplicando protetores solares a suas culturas para prevenir a formação de bolhas, estresse por calor e manchas. "Em vista da alta nos custos de produção, os agricultores estão procurando ampliar suas margens onde for possível", diz Ed Lagrutta, da Western Farm Services, que cultiva oito hectares e faz testes em centenas de outros. |
| Manchas solares numa maçã Granny Smith podem significar a diferença entre um preço menor, para transformação em suco, ou venda no mercado mais lucrativo de frutas frescas. No caso de nozes, os compradores pagaram em 2007 a média 3 centavos de dólar a mais pela libra-peso de nozes tratadas com protetores solares do que por não tratadas, disse Lagrutta. |
| As mudanças climáticas e secas na Austrália e na Califórnia significam difíceis condições de cultivo para os agricultores, que estão afetando qualidade, produtividade e preços das colheitas. Os protetores amenizam ao menos uma das preocupações dos produtores, que perdem dinheiro com cada fruto ou vegetal prejudicado pelo sol. |
| "O estresse por calor vai se tornar um problema para as plantas, sobretudo quando provoca novas doenças", diz Eric Wood, professor de engenharia civil e ambiental na Universidade Princeton. |
| As plantas reagem ao estresse solar como os seres humanos. Elas transpiram, e isso significa que quanto mais sobem as temperaturas, mais água necessitam. Em vista das secas que vêm afetando diversas das principais regiões agrícolas do mundo, os cientistas estão buscando maneiras de poupar recursos ajudando as plantas a consumi-los em menor quantidade. |
| Até agora, a argila vinha sendo para esse fim, mas agora uma empresa californiana está obtendo resultados positivos com um produto (SPF 45) feito de cristais multicristalinos de carbonato de cálcio, produzidos para defletir as luzes ultravioleta e infravermelha de plantas e árvores sobre as quais é pulverizado. O produto "repele" a luz nefasta, mas permite a penetração dos raios de luz bons que promovem a fotossíntese que contribui para o amadurecimento. |
| O protetor solar já foi testado na Austrália e no Chile, onde raios ultravioletas afetam a produção, e está em seu segundo ano de testes de campo na Califórnia. Os testes revelam que seu impacto imediato está fazendo crescer as colheitas, ao reduzir os defeitos resultantes de estresse hídrico, mas a empresa que o fabrica espera que o produto também possa desempenhar um papel na conservação de água e energia, por incrementar a eficiência das plantas no uso de água. |
| O protetor solar Purshade, produzido pela Purfresh, atraiu recentemente 20 pesquisadores e consultores de produtos agrícolas americanos e internacionais para um bosque de nogueiras nas proximidades de Visalia, Califórnia. |
| O produto também está sendo testado em tomates, uvas, kiwis e lichias na Austrália, diz Kerrie Mackay, que trabalha para uma companhia de Queensland que vende produtos para proteção de colheitas, que segundo ela está sofrendo sua pior seca em 140 anos. |
| "Queimaduras de sol são um grande problema", diz. "Sofremos uma das mais intensas incidências de luz ultravioleta em todo o mundo. Com a seca e as mudanças climáticas, descobrir maneiras de usar água mais eficientemente é sempre importante para nós." |
| O vale Shenandoah, nos sopés da árida serra Nevada, nem de longe assemelha-se a ao temperado vale do Napa, mas Dick Cooper, da Cooper Vineyards vem cultivando uvas para vinhos especiais desde a década de 80 usando caramanchões para proteger os vinhedos. |
| Em anos anos secos, a planta desenvolve-se lentamente e as áreas de pinot grigio ficam enrugadas como o aspecto retorcido de oliveiras. Pelo segundo ano, Cooper espalhou o protetor solar Purshade em diversos de seus canteiros de uvas brancas para protegê-las. Ele diz que durante o esmagamento das uvas os cristais de carbonato de cálcio vão para o fundo dos tanques de fermentação com o resto do sedimento que vem com os bagos. E o sabor não é afetado. |
Escrito por Brasnutri às 09h08
[ envie esta mensagem ]
NA ONDA DO BIODIESEL
| Criticada pela indústria de biodiesel por sua pouco organizada cadeia de produção e por técnicos da própria Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que a consideram menos recomendável para a fabricação de biodiesel na comparação com outras matérias-primas, a mamona parece perder também a defesa enfática de um de seus maiores entusiastas. Na inauguração da planta de produção de biodiesel da Petrobras em Candeias (BA), a oleaginosa foi relegada a segundo plano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. |
| O momento era para a mamona brilhar. Lula, que sempre apresentou a oleaginosa como essencial para a inserção da agricultura familiar na indústria de biocombustíveis, inaugurou uma unidade que recebeu investimento de R$ 101 milhões, com capacidade de produção anual de 57 milhões de litros e localizada no Estado que domina a produção da oleaginosa, com quase 80% do total nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em um discurso de 4.512 palavras, a mamona foi citada uma única vez. |
| Com baixa produtividade e produção concentrada na agricultura de pequena escala, a mamona sequer serve, sozinha, para produzir biodiesel. A ANP considera a viscosidade da oleaginosa imprópria para a produção do combustível sem a adição do óleo de outras matérias-primas. |
| Essa restrição não significa a total inviabilidade da cultura, ressalva Liv Soares Severino, chefe de negócios da Embrapa Algodão em Campina Grande (PB) e pesquisador da mamona. "Há muito espaço para a mamona crescer. A oferta atual sequer atende a demanda da indústria química", diz. A Brasil Óleo de Mamona, maior consumidora nacional da oleaginosa, tem capacidade instalada de 100 mil toneladas anuais. Em 2007, a produção brasileira foi de 98,4 mil toneladas, segundo o IBGE. |
| "Mas o uso de mamona continuará incentivado no biodiesel. Esse mercado é que vai ajudar a ajustar os preços, que são muito sensíveis", afirma Severino. Segundo ele, se feito com até 40% de óleo de mamona na mistura, o biodiesel enquadra-se nos parâmetros técnicos estabelecidos pela ANP. |
| Em seu discurso na Bahia, Lula voltou a criticar os que acusam os biocombustíveis pelo encarecimento global dos alimentos. "Eu não seria louco de deixar meu povo de tanque vazio para encher o tanque de um carro". |
| O presidente deu posse ao comando da Petrobras Biocombustível, empresa que será presidida por Alan Kardec. O conselho de administração será presidido pelo ministro de Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. O Ministério da Agricultura não terá representantes no conselho. |
| Também sobre a disputa entre alimentos e energia, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse no Rio de Janeiro que "todos sabemos que é idéia de jerico produzir etanol do milho, como fazem os Estados Unidos. Mas temos que continuar produzindo porque em algum momento o mercado [americano] vai se abrir". A tendência, acredita, é que a produção americana a partir do milho entre em colapso. |
Escrito por Brasnutri às 17h46
[ envie esta mensagem ]
BRASNUTRI DE ROUPA NOVA NO VAREJO
Atendendo a pedidos de clientes e parceiros, a Brasnutri lança campanha nos pontos de vendas para atender a demanda do varejo. Os esforços de produção, marketing e logística são para garantir a satisfação específica de dois grandes e importantes grupos: os cafeicultores e os produtores de HF. Confira as peças:


Escrito por Brasnutri às 11h48
[ envie esta mensagem ]
PRODUÇÃO DE CAFÉ NO BRASIL
por Mônica Scaramuzzo

| A disputa pela liderança nas exportações brasileiras de café verde começou a ficar mais acirrada nos últimos anos, com a entrada de novas empresas, entre elas as torrefadoras, e pela estratégia mais agressiva das tradicionais companhias do setor. Mas a briga não é para assumir o primeiro lugar no ranking, uma vez que a Unicafé reina absoluta há 18 anos nessa posição. O alvo das maiores exportadoras instaladas no país é alcançar a vice-liderança. |
| E essa posição foi conquistada pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), de Minas Gerais. Há duas safras, a 2006/07 e a 2007/08, encerrada em junho passado, a Cooxupé mantém-se como a segunda maior exportadora do país, conforme o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em 2005/06, ocupava a quarta colocação. "Tem sido um trabalho de formiguinha", afirma Joaquim Libânio Ferreira Leite, diretor de exportação da maior cooperativa do país. |
| "Desde que ultrapassamos a marca de 1 milhão de sacas exportadas [em 1999], temos avançado ano a ano", afirma Libânio. A Cooxupé conta atualmente com cerca de 12 mil cafeicultores associados e movimenta 5 milhões de sacas por safra. |
| O Brasil deve exportar na safra 2008/09, iniciada em julho, cerca de 28,5 milhões de sacas, segundo o Cecafé. Se confirmadas as estimativas, será um aumento de 2% sobre o ciclo 2007/08. |
| Para aumentar suas exportações, a Cooxupé tem trabalhado para divulgar o café da cooperativa no exterior. "Pelo menos uma vez por mês viajo para fazer novos contatos", diz Libânio. O avanço dos embarques da Cooxupé é expressivo. Em 1999, os volumes foram de 1,05 milhão de sacas. Na safra 2007/08, a Cooxupé exportou quase 1,5 milhão de sacas. |
| Para fontes de mercado, o bom desempenho das exportações da cooperativa nos últimos meses também pode ser atribuído ao Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), programa federal que garante um preço mínimo ao produtor quando as cotações do grão estão abaixo do custo. É que as cooperativas do país, que representam os produtores, também podem participar do programa. |
| Libânio contesta. Segundo o diretor de exportação da Cooxupé, a implantação do Pepro é recente. "O crescimento das exportações da Cooxupé é reflexo de muito trabalho nos últimos anos", garante. |
| A concorrência entre os exportadores também cresceu. Segundo Guilherme Braga, diretor-executivo do Cecafé, novas companhias chegaram ao mercado. Entre elas, destacam-se as principais torrefadoras do país, como a Sara Lee, Santa Clara e Melitta. Essas empresas já exportam cada uma cerca de 400 mil sacas de café por safra. |
| Para essas torrefadoras, as exportações de café verde são vantajosas porque, ao exportar, as companhias obtêm créditos que são utilizados para amenizar a carga tributária sobre as vendas no mercado interno. |
| Outra novata na exportação é a a Outspan Brasil, trading de café controlada pela Olam International, no país desde 2005, e que já começa a incomodar as grandes. |
| Na contramão desse movimento está a Marcellino Martins & E. Johnston, controlada pela EDF & Man. A empresa chegou a disputar a liderança com a Unicafé em 2005/06, mas paralisou as atividades há alguns meses, informou o Cecafé. Procurada, a empresa não retornou as ligações. |
Escrito por Brasnutri às 14h22
[ envie esta mensagem ]
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
Claudia Andrade De Brasília
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quinta-feira uma série de medidas para agilizar o processo de licenciamento ambiental. Segundo ele, as medidas devem reduzir para menos da metade o tempo de tramitação do pedido no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).
"O prazo médio, que era de 21 a 37 meses, deve cair para 13", disse o ministro, depois de chegar a anunciar, ao lado do diretor do Ibama, Roberto Franco, que o prazo médio seria de 10 meses e meio. Em meio aos questionamentos dos jornalistas sobre as etapas do processo, contudo, o período de tramitação foi reavaliado por ambos.
O pacote lançado inclui aumento de número de profissionais e capacitação dos analistas, informatização e unificação de procedimentos, além da criação de núcleos estaduais, que podem resolver o processo localmente ou encaminhá-lo para Brasília pré-analisado.
Críticas antigas A burocratização para liberação de licenças ambientais era um dos pontos que mais gerava críticas para a gestão da ex-ministra Marina Silva. Questionado sobre se o novo pacote resolveria o problema, Minc disse que "os novos procedimentos equacionam a questão".
O próprio sucessor de Marina criticou a burocracia das leis brasileiras antes mesmo de assumir o cargo, quando ainda estava em Paris (mas já havia sido nomeado). Na ocasião, prometeu trabalhar para agilizar o processo, o que foi interpretado por alguns setores como um sinal de que poderia facilitar a vida dos empresários. Para afastar a idéia, Minc disse que não seria um "carimbador maluco" de licenciamentos ambientais. Voltou a bater na mesma tecla na entrevista desta quinta-feira.
"Não vai ter pressão política (para aprovar pedido). Vamos aumentar os critérios. Vai ter cada vez mais rigor, cada vez mais compensação financeira. Só que vai demorar menos. Não é o tempo que você leva que atesta a qualidade do projeto", ponderou.
O plano prevê metas para o cumprimento de cada etapa do processo desde a análise do estudo e do relatório de impacto ambiental até a verificação da licença de operação. Contudo, o cumprimento destas metas depende de outros fatores, explicou o ministro.
"São prazos médios e metas que dependem da qualidade do estudo que o empreendedor apresenta. É um prazo nosso, que pára de contar quando fazemos alguma exigência ao empreendedor e ele não responde", disse.
Segundo o ministro, os estudos inadequados e incompletos podem ser rejeitados. "Vai ser bom porque o processo vai estar no site. E a gente vai dar publicidade para os estudos mal feitos. Vocês acham o quê? Que algum senador vai vir aqui pedir para assinar licença? Não, o pedido vai voltar para trás", prometeu.
Escrito por Brasnutri às 17h17
[ envie esta mensagem ]
NUTRIENTE DE VERDADE
Tem muita gente por aí vendendo gato por lebre.
Na hora de comprar fertilizantes, fique atento às garantias do produto. Os fertilizantes Brasnutri passam por controles de qualidade rigorosos que asseguram aos seus clientes a eficácia na aplicação.
O resultado é comprovado.
Todo o processo de fabricação da Brasnutri se difere da concorrência por 2 razões básicas: a tecnologia aplicada através do Biocatalisador e o conceito de parceria que permite a Brasnutri ter sempre em estoque matéria-prima de excelência. Não se deixe enganar. Conheça a Brasnutri.
Brasnutri - parceira de verdade.
Escrito por Brasnutri às 14h33
[ envie esta mensagem ]
BRASIL RECICLA APENAS 2% DE CELULARES USADOS
por Eduardo Duarte Zanelato

Pesquisa realizada em 13 países pela finlandesa Nokia constatou que o nível de reciclagem de aparelhos sem uso é baixo em âmbito mundial: apenas 3% da população têm esse costume; no Brasil, o índice cai a 2%.
O estudo constatou que grande parte das pessoas, 74% em nível global, não pensa em reciclar seus aparelhos desativados - no Brasil, o desinteresse é maior, 78%. A despeito dos índices, entretanto, a pesquisa detectou uma incongruência: instadas se pensam que a reciclagem contribui para o meio ambiente, 72% disseram acreditar que sim.
As pessoas ouvidas pela pesquisa possuem em média 5 aparelhos, entre desativados e em uso, mas isso não se materializa em reciclagens. Constatou-se que 32% dos brasileiros guardam seus aparelhos desativados em casa (ante média mundial de 44%).
Foram constatadas outras possibilidades para celulares usados: revendê-los ou doá-los a amigos ou familiares.
Conclusão e Metodologia A resposta para esse possível desinteresse na reciclagem, segundo apontamento da empresa, é o desconhecimento, já que a maior parte das pessoas não sabe que isso é possível ? a idéia mais disseminada é a de reciclagem de baterias. O desconhecimento segue o grau de desenvolvimento dos países: Índia (17%) e Indonésia (29%) apresentaram os menores índices, enquanto Reino Unido (80%), Finlândia e Suécia, ambos com 66%, se mostraram mais conscientes a respeito da possibilidade.
A Nokia divulgou o dado de que cerca de 80% de seus aparelhos podem ser reciclados. O reaproveitamento pode ser materializado em produtos como chaleiras de cozinha, bancos de parques, obturações dentárias e saxofones.
A pesquisa ouviu 6,5 mil pessoas divididas entre Alemanha, Brasil, Finlândia, Itália, Rússia, Suécia, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, EUA, Nigéria, Índia, China e Indonésia. Aqui você encontra os pontos de coleta de celulares para reciclagem que a Nokia mantém no país.
Escrito por Brasnutri às 11h16
[ envie esta mensagem ]
FRUTAS INDUSTRIALIZADAS
| Conhecido mundo afora pelo cultivo de uva e manga, o Vale do Rio São Francisco começa a sofisticar sua produção. Além de frutas de mesa voltadas para a exportação, o maior pólo de fruticultura do Brasil dá início à fabricação de sucos, polpas e outros alimentos industrializados. |
| Com uma área de 33 mil hectares nas cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), o cultivo de uva e manga já começa a dar seus primeiros sinais de saturação, principalmente em tempos de câmbio desfavorável às vendas no exterior. |
|
Assustados com a lucratividade em declínio, mesmo com a manutenção dos preços das frutas no mercado internacional, os produtores não devem mais ampliar suas áreas plantadas, segundo expectativa da Valexport, associação que reúne os exportadores da região.
| O novo fôlego para as frutas do Vale do São Francisco vem com a chegada da agroindústria. "Ela permite agregar valor a um produto muito barato", afirma Leonardo Pifano, diretor da Copa Fruit, empresa de liofilização de frutas da Fruitfort, uma das maiores exportadoras de uvas e mangas do Vale. |
| Neste ano, a companhia começou a produzir manga, uva e banana secas, devendo atingir 800 mil toneladas por ano. Cada quilo de manga liofilizada, que usa três quilos da fruta natural, deve ser vendido a US$ 13. Quando comercializa apenas a fruta de mesa, a Fruitfort ganha US$ 0,64 por quilo. O plano da Copa Fruit é vender o produto para fabricantes de sorvetes, iogurtes e cereais, por exemplo. |
| O mesmo caminho está sendo trilhado pela Terra Sol, fazenda de uvas. "Hoje, com esse câmbio, o empresário está tendo de reinventar o negócio", afirma Antônio Pereira de Lucena, diretor Terra do Sol. Ele testa a produção de uva-passa para ser usada em saladas de fruta no exterior. |
| Além de agregar mais valor à produção, a industrialização das frutas reduz a dependência do produtor em relação às taxas de câmbio. "Se o dólar ficar abaixo de R$ 1,60, não sabemos o que vai ser da fruticultura. O plano B é a agroindústria. Existe uma grande expectativa em torno disso", diz Jeziel Junior da Cruz, coordenador técnico da Valexport. |
| Indústrias de alimentos que abastecem o mercado interno também estão começando a comprar parte dessa abundante produção do Vale. |
| A Trop Brasil, fornecedora de polpas para a Sucos Mais (Coca-Cola), adquiriu neste ano, pela primeira vez, mil toneladas de mangas em Petrolina para processá-las em Linhares (ES). "A maior vantagem do Vale é ele permitir a produção de frutas o ano inteiro. Enquanto no resto do país não há produtos, lá sempre tem", explica Marcos Leonardo de Miranda, gerente-geral da Trop Brasil. No futuro, a empresa avalia implantar uma unidade industrial na região. |
| A oferta constante de frutas por 365 dias também atraiu a fabricante gaúcha de sucos e espumantes Georges Aubert. A companhia está na fase final de dimensionamento do tamanho da planta que quer instalar em Petrolina. "O retorno do investimento é muito mais rápido em Pernambuco do que no Rio Grande do Sul porque as condições climáticas permitem que a primeira colheita se realize em metade do tempo", diz Miguel Fortes, representante dos acionistas da Georges Aubert. |
| Outra fabricante gaúcha de sucos de frutas que já anunciou sua ida ao Vale do São Francisco é a Tecnovin. |
| Mas nem tudo é fácil às margens do rio São Francisco. A Niagro, uma das poucas agroindústrias que já se instalou na região nos anos 90 para produzir polpas, tem dificuldade em conseguir uma quantidade adequada de matéria-prima. |
| "São raros os fazendeiros que se dedicam à fruta para a agroindústria. Em geral, só vai para a fábrica o refugo da exportação, aquela fruta que não atingiu a qualidade necessária para ser vendida no exterior", diz Ivan Leal, diretor da Niagro. |
| A fruta para suco é bastante diferente daquela voltada à exportação. Ela requer menos cuidados e é mais barata. Por isso, quando o real está desvalorizado em relação ao dólar, poucos produtores se interessam em ofertar as frutas às indústrias. |
| "Mas é preciso diversificar a produção do Vale e garantir uma oferta regular. Até porque isso atrai mais compradores", avalia José Gualberto, presidente da Valexport. Nesse esforço, a Embrapa também está pesquisando o desenvolvimento de 13 novas culturas para a região. |
| A primeira tentativa de industrializar a produção do Vale do São Francisco se deu nos anos 80, quando a região era um grande pólo de tomates. Mas, depois do ataque da praga mosca-branca, as fábricas fecharam suas portas. A atividade predominante passou a ser a plantação de frutas para o consumo in natura. A exceção fica por conta dos vinhos, cuja produção ainda está em desenvolvimento. | |
Escrito por Brasnutri às 11h19
[ envie esta mensagem ]
RESPONSABILIDADE

A Brasnutri faz questão de apresentar a todos o projeto Gira Sol, da prefeitura municipal de Araguari. Conheça mais clicando aqui.
Escrito por Brasnutri às 11h26
[ envie esta mensagem ]
[ ver mensagens anteriores ]
|